Rui Borges e as "dores de crescimento" após o triunfo em Guimarães
Depois do triunfo por 3-2 frente ao Vitória de Guimarães, Rui Borges deixou uma análise sincera sobre o momento da equipa. O técnico falou em “dores de crescimento”, assumindo que há ainda muito trabalho pela frente, tanto a nível individual como coletivo.
Numa frase que já deu que falar, o treinador brincou com a dificuldade de corrigir um jogo em andamento: “Não dá para mudar dez jogadores, às vezes era bom poder fazê-lo.” Uma forma bem-disposta de reconhecer que a primeira parte não correu como desejava e que foi preciso mexer para dar a volta ao resultado.
Rui Borges procurou explicar o que mudou entre os dois tempos, valorizando a reação da equipa perante um adversário que complicou a tarefa leonina. O jogo em Guimarães acabou por ser mais renhido do que o esperado, e os três pontos só chegaram com uma segunda parte de outro nível.
Margem para crescer
A mensagem do técnico é clara: há qualidade no plantel, mas falta consistência ao longo dos 90 minutos. Estas “dores de crescimento” fazem parte de um processo natural, sobretudo numa fase em que o Sporting procura afirmar uma identidade de jogo sólida.
Para o adepto, fica a sensação de que a vitória soube bem, mas que a exigência dentro do balneário continua elevada. E é isso que se espera de uma equipa com ambições. Os três pontos contam sempre, mesmo quando o caminho até lá é mais atribulado do que gostaríamos.