Rafael Leão de volta a Alvalade: entre o aplauso e o assobio
Esta noite, Alvalade recebe uma das suas antigas promessas em condições muito particulares. Rafael Leão regressa à casa que o formou, mas fá-lo com a camisola do Galatasaray e com uma história pelo meio que continua a dividir os Sportinguistas.
O reencontro traz de volta as memórias mais dolorosas do clube. Depois do ataque à Academia de Alcochete, em maio de 2018, Leão avançou para uma rescisão unilateral por justa causa, tal como outros companheiros de plantel. Para parte das bancadas, ficou a ideia de que o jogador virou costas ao clube num dos piores momentos da sua história — e daí a expectativa de assobios.
O caso arrastou-se nos tribunais. O Sporting reclamou 45 milhões de euros à FIFA, e o Tribunal Arbitral do Desporto concluiu, em 2020, que a rescisão tinha sido sem justa causa, determinando o pagamento de 16,5 milhões. O processo fechou-se em junho de 2023, com o Lille a pagar 19,67 milhões, já com juros e custos.
Nem todos concordam com os assobios
Há, porém, quem defenda uma leitura diferente. Nas redes, vários adeptos lembram que Leão era um miúdo em 2018 e que decidiu sair depois de ver colegas serem agredidos no próprio local de trabalho. Para estes, a raiva devia apontar a quem invadiu a Academia e a quem falhou na segurança — não ao jogador que quis proteger-se.
Leão já afirmou que gostaria de um dia ser campeão pelo Sporting. Aplaudido ou assobiado, uma coisa é certa: o seu regresso não deixará ninguém indiferente.